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Robôs e aumento da demanda global por alimentos: qual a relação?



A agricultura é uma das atividades mais antigas da Terra. Ao longo do desenvolvimento da civilização, o crescimento populacional passou a demandar quantidades cada vez maiores de alimentos e apenas no século 20, a população mundial passou de 1,6 bilhão de pessoas para 6,1 bilhões de habitantes no final desse mesmo século. De acordo com a ONU, estima-se que o mundo tenha uma população de 9,7 bilhões de habitantes em 2050, sendo apenas no Brasil um adicional de mais de 20 milhões de pessoas nos próximos 30 anos.


Fica claro que teremos diversos desafios globais pela frente, no que tange à produção de alimentos e também no uso dos recursos naturais do nosso planeta. O constante crescimento populacional indica que será preciso produzir cada vez mais alimentos, ao mesmo tempo em que os recursos naturais são escassos e precisam ser utilizados com inteligência garantindo a sua perenidade, visando diminuir os impactos da agricultura no meio ambiente, garantindo sustentabilidade e sustento para futuras gerações. Como vencer estes desafios?


Novidades da Agricultura 4.0

A partir desse cenário de crescimento constante, novas tecnologias têm sido cada vez mais aplicadas na Agricultura mundial e também no Brasil, em que avanços tecnológicos ajudam no aumento de produtividade das lavouras, como já falamos em artigos anteriores disponíveis no nosso blog, como é o caso dos sensores, e sistemas como Blockchain e Internet das coisas (IoT). Cada vez mais, novas ferramentas tecnológicas, chamadas de Agricultura 4.0, estão sendo incorporadas ao campo, contribuindo para uma produção de alimentos mais eficiente, ao mesmo tempo em que otimizam os recursos naturais necessários para produção, como é o caso dos robôs.


Robôs no campo: uma realidade

Os robôs fazem parte do que chamamos hoje de agricultura de precisão, sendo uma prática que utiliza a conectividade entre as ferramentas citadas acima (sensores, IoT, entre outras), gerando dados que permitem que máquinas e tratores funcionem de forma autônoma. Os robôs ou tratores autônomos podem trabalhar nas plantações sem a necessidade da presença de um motorista, substituindo máquinas controladas por humanos, ao mesmo tempo em que têm capacidade de monitoramento de cultivo, inclusive de detectar a presença de pragas e doenças específicas e até a quantidade necessária de irrigação.


Simplificando processos

Robôs estão sendo projetados para conseguir remover ervas daninhas, e até diferenciar qual parte da lavoura precisa de algum tipo de tratamento de pestes, conseguindo aplicar pontualmente e com precisão, quantidades determinadas de um produto químico em um local específico, podendo ser defensivos agrícolas ou fertilizantes para aquela cultura ou doença encontrada no local. Essas práticas auxiliam no aumento de produtividade e diminuem o impacto de doenças nas lavouras.


Os robôs funcionam de forma integrada com diversos outros sistemas e softwares que conseguem controlar algumas funções mecânicas de uma máquina ou trator, a partir de uma predefinição para que ele funcione de forma autônoma, ou seja, sem a necessidade de um ser humano. Os robôs fazem parte do que chamamos hoje de Inteligência Artificial (IA), que é capaz que desenvolver máquinas inteligentes que possuem capacidade de decisão, conseguindo “resolver problemas” da mesma forma que humanos o fariam, como por exemplo, desviar de um obstáculo no caminho.


Dessa forma, a junção entre robôs desenvolvidos a partir da IA com outras ferramentas como Internet das Coisas (IoT), conseguem receber informações através de sensores e tem se mostrado muito eficiente para resolver problemas de produtividade e de doenças nas lavouras, já que dados previamente coletados pelos sensores, facilitam na definição de funções a serem exercidas de formas automáticas e autônomas por um robô nas plantações.


Acreditamos que a agricultura de precisão e as tecnologias 4.0, continuarão em constante evolução e se desenvolvendo muito rápido, devido aos inúmeros benefícios a longo prazo, como aumento de produtividade, redução de uso de agroquímicos e até um uso mais inteligente de recursos hídricos, prometendo assim auxiliar no constante aumento na demanda global por alimentos com sustentabilidade. Com todas estas tecnologias, o agronegócio brasileiro segue impulsionado.

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